VIDA CONJUGAL, UM PRESENTE DE DEUS

Publicado em 05/10/2013 - 10:45

 

INTRODUÇÃO: Vida conjugal é algo de muito valor. O fato de duas pessoas se tornarem uma só pessoa é algo inexplicável se não houvesse a interferência de Deus no assunto. Vida conjugal é a ligação de dois pontos diferentes que se prenderam ao mesmo jugo autorizado por Deus para que as carnes penetrassem uma na outra por meio do ato sexual, da alma e do espírito. O ato sexual, podemos assim dizer, que é o ápice dessa conjunção. É o momento que um se apresenta ao outro da forma que vieram ao mundo sem sentir vergonha nenhuma um do outro Pelo contrário, sente prazer e alegria e se entrega totalmente ao seu cônjuge. Esse ato tem a finalidade de procriar a raça humana e de satisfazer a carne, a alma e o espírito. Um casal que tem uma vida sexual saudável tem mais facilidade de resolver os atritos que chegam a suas casas, as dificuldades que enfrentam no cotidiano, as diferenças existentes entre ambos. Quero dizer que o ato conjugal sexualmente dito aqui, não começa no momento que ambos se apresentam para consumar o ato, mas desde a alva, quando ambos se levantam, é necessário que o terreno comece a ser preparado, para quando o casal se encontrar para as núpcias esteja pronto um para o outro. A Bíblia diz que ambos estavam nus e não sentiam vergonha antes da queda. Após a queda a vergonha entrou no mundo. Isso quer dizer que os corpos dos cônjuges devem ser reservados somente para eles, não podem ser mostrado para outros. O corpo do esposo é somente da esposa e vice versa. E a nudez somente pode ser vista entre eles, é uma recompensa de uma vida conjugal saudável outorgado por Deus dentro de uma genuína parceria conjugal. Vamos falar um pouco do crescimento dessa parceria.

 

 

1 – PARCEIROS PARA SEMPRE GN 2.24
A parceria conjugal é algo que vai se construindo ao longo da vida, não é uma coisa pronta, uma feijoada enlatada que compramos no supermercado e consumimos Não, não é. Há vários anos passados uma pesquisa feita nos EUA por pessoas que procuravam algum tipo de ajuda em aconselhamento constatou que 42% dos entrevistados enfrentavam problemas conjugais. O problema já começa no namoro, pois nesse período os amores atentam mais para as suas semelhanças e negligenciam as diferenças. Afugentam delas, não querem resolvê-las e em grande maioria dizem: “Quando eu casar eu mudo esse jeito dele(a)”. Ledo engano, ninguém muda ninguém. Mas, a conscientização amalgamada a vontade de mudar ao longo dos anos sim. Procurando conhecer-se a si mesmo a cada dia, para poder vencer as tensões conjugais que acarretam dia a dia, tais como: Egoísmo, falta de amor, falta de perdão, ira, amargura, problemas de comunicação, ansiedade, sentimentos de inferioridade, pecado e rejeição deliberada da vontade de Deus. Por outro lado, aqueles que querem ser parceiros para sempre devem viver o contrário desses itens. Pensar no bem que fará ao outro, mandando embora o egoísmo, pedir a Deus o acréscimo do amor todos os instantes pelo outro, perdoar sempre, não importando quantas vezes, nunca cansar de perdoar, nunca cansar de fazer o bem, ajudar o outro a enxergar o quanto ele é importante neste mundo, no casamento e para Deus; ajudar um ao outro a superar os problemas com conversações, orações, jejuns, ajuda de um profissional cristão na área, e, sobretudo, os parceiros conjugais devem procurar cumprir a vontade de Deus em suas vidas. Quando a vontade de Deus é soberana na vida do casal o demônio do divórcio passa por longe, aliás, Deus detesta o divórcio (Ml 2.16). A parceria conjugal cresce dia após dia quando entendemos esse versículo. A Bíblia diz: “Deixar a pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Vamos trabalhar esses três verbos:

 

 

a)      – Deixar – Quando a Bíblia diz deixar, está ordenando que assim o seja. Você não pode levar para a sua casa seus pais, seus irmãos etc. Quando se casa, eles ficam nas casas deles e vocês seguirão para as de vocês. Pai e mãe não podem ser sombras no casamento de seus filhos. Esse tipo de sombra somente atrapalha. Construa a sua família sem depender da interferência dos seus progenitores. Walter Trobisch diz que “os casais que ignoram este elemento legal têm um ‘casamento roubado’. Pode haver amor e sexo, mas não existe uma verdadeira responsabilidade para dar à união um equilíbrio adequado.”
b)     Unir-se – Tem origem num termo hebraico que significa aderir ou juntar-se. “Marido e mulher são colados como duas folhas de papel. Se você quiser separá-las, terá de rasgá-las. De forma ideal, o casal dedica-se a amar, unir-se e permanecer fiel um ao outro. Quando essa união total não acontece, eles têm um ‘casamento vazio’, que pode ser legal, mas é destituído de amor.
c)      Tornar-se uma só carne – Isso quer dizer que envolve sexo, mas transcende o ato físico. Significa “que duas pessoas compartilham tudo o que possuem e não apenas seus corpos, nem apenas seus bens materiais, mas também seus pensamentos e emoções, suas alegrias e sofrimentos, suas esperanças e temores, seus sucessos e fracassos” (Trobisch).[1] O pastor. John Stott disse que “A sexualidade humana encontra satisfação no casamento e esta é uma união permanente e exclusiva. Este é o propósito divino. (Aconselhamento Cristão p.163).
 
2 – CASAMENTO, CAMINHO DESCONHECIDO (Pv 30.18-19)
É um caminho desconhecido, porque ninguém conhece ninguém profundamente mesmo quando se passam muitos anos comendo sal juntos, pois tem um ditado que diz que o coração do homem é terra que ninguém anda. Em provérbios 30.18-19 diz que o caminho do homem com uma virgem, é desconhecido. A convivência nos ajuda a conhecer em parte, quando algo não está indo bem, porém há coisas no nosso coração desconhecidas que ninguém conhece, somente Deus. É bom lembrar que os parceiros conjugais vieram de lares distintos, com problemas distintos, educação distinta, costumes distintos, personalidades distintas etc. e começam a viver juntos na relação mais íntima do ser humano desenvolvendo um caminho de parceria no qual terão que enfrentar as lutas e labutas juntos. Quando se deixa pai e mãe para se unirem e se tornarem uma só carne entrou em uma terra estranha e desconhecida, é como a sensação que Josué sentiu quando Deus disse a ele “por este caminho nunca passaste antes” (Js 3.4). No casamento que você entrou foi um caminho pelo qual você nunca passou. Uma terra desconhecida que você vai desbravando ao longo dos anos, sendo que muitos conseguem chegar ao final desse caminho verdadeiramente feliz, pois conseguiu eliminar todos os espinhos que nele tinha e regou as rosas com a Água Cristalina da vida. Esse caminho é desbravado com sucesso quando se usa a boa vontade (Paz na terra aos homens de boa vontade), sabedoria (com a sabedoria edificou a casa, e com a inteligência ela se firma - Pv 24.3); sensibilidade e atenção (o que cuida da figueira comerá do seu fruto – Pv 27.18). Essa “aventura” desconhecida começa a se desvanecer quando a relação é cultivada dia após dia. Dietrich Bonhoeffer disse: “Até aqui o amor sustentou a relação de vocês, daqui por diante será a relação de vocês que há de sustentar o amor.

 


[1] COLLINS R Gary. Aconselhamentocristão. P.149

 

 

3 – APRENDENDO A SER FELIZ  (Gn 24.62-67)
 
O Dr. Amauri Munguba falando sobre o cultivo da relação conjugal disse: “As delícias e recompensas de uma parceria conjugal representam conquistas suficientes para que valha a pena o processo da caminhada. No entanto, essas recompensas estão invariavelmente associadas ao grau de investimento da relação: ‘Quem planta pouco colhe pouco; quem planta muito colhe muito”’ (2 Co9.6)[1]. Qual o tamanho da sua plantação na sua relação conjugal? Certamente por algum tempo Isaque e Rebeca conquistaram muitas coisas juntos, porém com passar dos anos eles se esqueceram de regar muitas coisas. Deixaram os filhos interferirem negativamente na relação deles dois. Os filhos se foram e eles ficaram sós. E aí, se construiu uma amizade? Ao longo da vida conjugal, foram parceiros? Andaram juntos? Prepararam o caminho da felicidade?
Preste atenção aqui. Como ser feliz em uma relação conjugal em que o “parceiro” não ajuda em nada o outro? Na modernidade atual a maioria das mulheres tem uma jornada dupla de trabalho. As novas necessidades surgidas para as famílias após a Revolução Industrial forçou a mulher a ir ao campo de trabalho lá fora para que essas novas necessidades da família fossem supridas. O cônjuge macho precisa entender isso e em casa arregaçar as mangas e ajudar a sua parceira, se porventura o casal não tem condições de manter uma terceira pessoa em casa para ajudar nas tarefas do lar. A casa é de ambos, e não somente um no mundo pós-moderno é o responsável em mantê-la em ordem para o outro desfrutar do conforto. A felicidade no casamento é construída pelas atitudes de ambos em relação um ao outro. Como isso pode acontecer?
A)     Aplicando na vida conjugal a FLEXIBILIDADE“Da soberba só provém contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria” (Pv 13.10). Sucesso no casamento tem sinônimo de ceder. Não importa se você é homem ou é mulher, deixe de fora do seu casamento as suas opiniões xiitas, elas não podem prevalecer. Lembre-se: A caminhada é a dois não é sozinha. O jugo deve ser dividido em proporções iguais, não pode um ficar mais sobrecarregado que o outro;
B)    CRESCIMENTO “Em Cristo todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor” (Ef 2.21). Deus nos fez para crescer em tudo. A relação conjugal deve crescer a cada dia positivamente. Eu vejo que nós crescemos muito quando erramos e atentamos para os nossos erros com o intuito de concertá-los. O apedrejamento não deve ser usado na relação conjugal, mas a apresentação de soluções. É óbvio, que o parceiro deve estar aberto para tal. Exemplo: O cartão de crédito é bênção ou problema para o casal? Se for bênção continua, se for problema, elimina-se; a TV em casa abençoa a família ou traz problemas sérios? Influencia negativamente na educação dos filhos e somente um dos cônjuges ver isso? Chega-se a conclusão: Elimina a TV; a mulher trabalhar fora está abençoando a família ou está trazendo mais problemas, os meninos não estão sendo acompanhados? Se deixar de trabalhar como fica a situação financeira? É melhor passar um aperto e um dos cônjuges acompanhar de perto o crescimento dos filhos, ou prioriza-se as finanças aos filhos? Com conversações chega-se a uma conclusão, o qual deve ser a melhor.

 


[1][1] CARDOS, Amauri munguba. Parceira conjugal. P. 17

 

 

 

A)     SEM MEDO DE SER FELIZ – Nos contos das fadas e ou das histórias de amor, o término é sempre “e foram felizes para sempre”. Na vida real isso é possível, desde que ambos estejam dispostos a superarem todos os obstáculos de mãos dadas como bons e genuínos amigos. Casamentos têm ficado no meio do caminho porque os cônjuges não aprenderam a ser amigos. Ao longo da vida conjugal foram mais inimigos do que amigos, isso porque na caminhada foram se fechando um para o outro, foram se ferindo e não se perdoando e por isso foram desenvolvendo uma comunicação defeituosa; atitudes egocêntricas defensivas, como por exemplo, o medo de se entregarem completamente um ao outro não tendo o parceiro como confidente, tendo medo de amar o seu cônjuge como deve ser amado e sair ferido, o medo não faz parte do vocabulário de Deus, aliás, a Bíblia diz: “No amor não há medo Antes o perfeito amor lança fora o medo, porque o medo produz tormento Aquele que teme não é aperfeiçoado em amor” (1Jo 4.18).
 
CONCLUSÃO: Conserve no seu leito conjugal o valor do bom vinho que Jesus com abundância encheu as talhas no casamento de Caná da Galiléia. Não deixe esse bom vinho acabar. Mas se acabar, convide Jesus para resolver o problema. Ele transforma a água incolor, sem sabor no melhor vinho. Mas, é preciso ter alguns cuidados, tais como: Estar sempre repondo o bom vinho. De onde tira que não se repõe acaba. O vinho na festa daquele casamento só era tirado, os noivos não se preocuparam em repor, acabou. Nessa recomposição entra a avaliação dos projetos, da vida a dois para evitar surpresas, atentar para os erros e consertá-los etc.; consolidação da amizade, o nosso melhor amigo depois de Jesus deve ser o nosso cônjuge, com ele devemos compartilhar os sonhos, os projetos, o amadurecimento conjugal, essa amizade deve ser consolidada ano após ano Não podemos perder esse amigo para os de fora. Jesus continua fazendo os seus milagres nos casamentos quando Ele é convidado. No de Caná da Galiléia o mestre de cerimônia se impressionou com o novo vinho que chegou, era melhor do que o servido antes. Tudo acabou? Convide Jesus Ele é Mestre em transformar o que não tem sabor em algo extraordinário de bom. O seu casamento está enfrentando crises? Acabou o vinho? Jesus, meu filho, enche as talhas dele com o melhor vinho da terra e do céu. Permita Jesus, o nosso Deus, interferir sempre na relação dos dois pontos diferentes que estão crescendo para vencer as diferenças até que a morte os separe. Não se esqueçam: Vocês dois são presentes de Deus para vocês mesmos, aliás, presentes de muito valor. Amém e amém!
10 e 11/05/11
 
Obrigado meu Pai por esta palavra. Agora me usa quando for falar. Que Tu me enchas do Teu Santo Espírito. Fala ao meu coração e aos corações dos teus filhos e filhas que ouvirão. Oro a Ti em nome de Jesus Cristo. Amém e amém.